Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Letra pequena muda de casa


Letra pequena vai mudar de casa. Por isso estará “adormecido” por uns dias. Não muitos.

Depois de blogue convidado do Público, passará a blogue residente. Mudar de plataforma implica levar todo o nosso (e vosso) passado aqui na blogosfera. Ou seja, 590 mensagens + 492 comentários + a coluna aqui do lado direito.

Infelizmente, a “montra” de (per)seguidores não poderá acompanhar-nos (a partir de 1 de Março, o Blogger não autoriza a levá-los connosco). Esperamos no entanto que não desistam do Letra pequena e que continuem a seguir-nos.

A casa nova será parecida com esta e continuará a encher-se (quase sempre) com livros para crianças e jovens.

Nesta mudança, contamos com a ajuda de Dinis Correia e de Vítor Gaspar. O primeiro para as questões técnicas e o segundo para as estéticas. O hall (como podem ver) já foi pintado. 

(Temos sorte em poder contar com pessoas assim deste lado do ecrã. E desse também. A nova morada será divulgada por estes dias. Até já.)

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Monte Selvagem já reabriu


Ná página Crianças do Público de hoje, o destaque de Helena Melo vai para Montemor-o-Novo. (Agasalhem as crianças e visitem o Monte Selvagem.)

Depois de três meses encerrado para manutenção e defesa de algumas espécies, o Monte Selvagem acaba de reabrir para nova temporada. Habitado por cerca de 400 animais de 75 espécies, o Monte Selvagem é uma reserva animal e um parque de lazer localizado num montado típico alentejano de sobreiros e azinheiras. Oferece aos visitantes a possibilidade de realizar percursos pedestres e passeios de tractor, brincar na quintinha de animais domésticos, no parque infantil, em escorregas tubulares ou nas casas construídas nas árvores e ainda saltar num trampolim gigante. Um macho de cobra pitão albina, resgatada no Verão passado em Alcabideche e com cerca de 2,50 metros, é a mais recente “estrela” do parque.

Montemor-o-Novo Monte Selvagem (Monte do Azinhal – Lavre). Tel.: 265894377; 3ª a dom. das 10h às 17h (de Abril a Outubro das 10h às 19h). Bilhetes a 10 e 12,50 euros (37 para 2 adultos e 2 crianças até aos 12)

As nossas sugestões de leitura vêm já.


O Que Vês Dessa Janela?
Texto Isabel Minhós Martins
Ilustração Madalena Matoso
Edição EDIA/Museu da Luz
28 págs., 12,50 euros

A janela de que fala o título deste livro faz parte do Museu da Luz, na Aldeia da Luz (a nova). O que dali se avista é “o lugar da aldeia antiga”. Mas, para se perceber onde ficava a povoação submersa por causa da barragem do Alqueva, conta-se com a ajuda de um pinheiro manso que se ergue na paisagem. Poupado ao “dilúvio”, é ele que narra a história da mudança. Uma boa ideia. Há o cuidado de integrar no texto várias gerações, diferentes sensibilidades e medos. O ambiente rural está bem retratado nas ilustrações e os mapas ajudam na percepção do que se alterou (fica a dúvida sobre se “pano de água” não seria “plano de água”). O objectivo de O Que Vês Dessa Janela? é, passados quase dez anos, contar/legitimar o que se passou. Uma encomenda da Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva ao Planeta Tangerina. O livro foi distribuído gratuitamente às crianças da aldeia.



Onde Moram as Casas
Texto Carla Maia de Almeida
Ilustração Alexandre Esgaio
Edição Caminho
32 págs., 10 euros

Há janelas neste livro, mas olham mais para dentro que para fora. A autora começa por dizer: “As pessoas moram nas casas, mas o contrário também é verdade. As casas moram nas pessoas.” Tem razão. Depois, entra sem cerimónia, mas com delicadeza, nas “assoalhadas” de cada um de nós: coração-cozinha; sonho-sótão; cave-medo. Compara abraços a grandes salões de festa e aconselha a “bater à porta”, mesmo perante os que “são como quartos muito bem arrumados”. Um passeio poético em que Carla Maia de Almeida vai bem acompanhada. O ilustrador Alexandre Esgaio revela-se um belo “decorador” de interiores e de exteriores... Numa expressão colorida, mas não berrante, cria imagens inesperadas com pormenores bem-humorados. Pressente-se boa vizinhança.

(Para cohecer melhor o ilustrador, venha connosco. Vai gostar.)


Mais sugestões de actividades em família: lazer.publico.pt/Miúdos e indeks.pt/criancas.

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Livros ao vivo no Chiado


“Uma editora que é uma livraria, que é um espaço de contadores de histórias e que há-de ser parceira de um grupo de teatro. Assim o sonhou Ana Paula Faria, quando decidiu 'fugir' de Bruxelas e ficar em Lisboa. A Gatafunho mora no Espaço Chiado e tem livros ao vivo.”

Foi assim que iniciámos o texto da página Miúdos na Pública de 22 de Janeiro, depois de visitarmos a loja de livros Gatafunho e de conversarmos com Ana Paula Faria, Elsa Aço e Paulo César. Fica aqui a página completa. (Atenção à programação deste mês, aí em cima).

Pág. miúdos gatafunho 220112
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Uma das contadoras residentes na Gatafunho é Elsa Serra, acabadinha de ser premiada pela sua arte de narrar. (Parabéns!)

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Há um cerejal online


É o site de Portugal na Feira do Livro Infantil de Bolonha de 2012. A exposição vai chamar-se Como as Cerejas e estarão lá muitos ilustradores e escritores que têm “passado” pelo Letra pequena. Peguem no cesto e sigam-nos.

Mais informação divulgada no P3 (Público online) está aqui.

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Irmãos Grimm em Lisboa


Não, os Irmãos Grimm não ressuscitaram... Aliás, pensando bem, nunca deixaram de andar por aí, nas histórias a que tantas vezes voltamos. Por estes dias, os seus contos estão num palco de Lisboa. Uma escolha de Helena Melo para a página Crianças da edição do Público de hoje.

Um espectáculo de marionetas, máscaras, projecções de vídeo e teatro de sombras sobre as aventuras dos famosos contadores de histórias Irmãos Grimm – de quem se comemora este ano o 200.º aniversário da publicação do primeiro livro de contos. Ao palco sobem personagens como o Capuchinho Vermelho, o Príncipe Sapo, o Ganso dos Ovos de Ouro ou a Bela Adormecida. Grimm é uma co-produção Teatro Alardiário e Companhia Teatral do Chiado, com autoria e encenação de Ricardo Bargão. Maiores de 6.

Lisboa Teatro-Estúdio Mário Viegas (ao Chiado). Tel.: 213257652/929422513; dom. às 15h. 2ª a 6ª às 10h30 e 15h (grupos). Bilhetes a 10 euros (5 com Cartão Espectador)

As nossas recomendações de leitura para a mesma página foram as que se seguem.


O Homem da Lua
Texto e ilustração Tomi Ungerer
Tradução Sara Reis Silva
Edição Bags of  Books
40 págs., 14 euros

Vivendo encolhido na Lua, o único homem que ali morava sonhava em descer à Terra e dançar. “A vida cá em cima é tão aborrecida”, lamentava-se. À boleia de uma estrela cadente, conseguiu o que queria. Mas depois de aterrar ainda sofreu muitas angústias até que lhe fosse permitido dançar livremente. E por pouco tempo. Foi preso, perseguido e teve de se esconder, acabando por regressar “ao seu lugar cintilante”. Uma história inteligente, irónica e denunciadora dos muitos absurdos que se passam “cá em baixo”, na Terra. O livro venceu o Prémio Hans Christian Andersen em 1998 e é de um autor, Tomi Ungerer, multifacetado (com trabalhos em publicidade, arquitectura, design), de 80 anos, cheio de talento e energia. Há um museu dedicado à sua obra em Estrasburgo, cidade onde nasceu.


O Rapaz sem Orelhas de Burro
Texto João Manuel Ribeiro
Ilustração Marta Madureira
Edição Trinta por Uma Linha
28 págs., 12,50 euros

Mais um livro satírico à volta das hipocrisias da sociedade e do mundo. Começa assim: “Embora ninguém lhe conheça a geografia, há um país onde os homens e as mulheres têm orelhas de burro.” As fadas gémeas do poder e da vaidade conseguiram seduzir um príncipe (onde é que eu já vi isto?) e a fada da sabedoria pôs-lhe umas orelhas de burro. E passou a ser considerado normal (e recomendável) ser igual ao príncipe. Mas há naquele país um rapaz diferente, que de burro nada tem, nem as orelhas. Há-de perder a liberdade, mas não a voz. O lançamento de O Rapaz sem Orelhas de Burro está marcado para esta tarde em Lisboa, às 16h, na Livraria Cabeçudos, no Parque das Nações (Rua Comandante Cousteau, lote 4.04.01, Loja A). A obra será apresentada pelo jornalista Fernando Alves. Livremente.
Pág.crianças28 01-12
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Outras sugestões para actividades com crianças aqui.

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Má notícia para o infanto-juvenil...




… e não só. Andreia Brites e Sara Figueiredo Costa foram afastadas da revista Os Meus Livros. E explicam porquê. Leiam aqui ou aqui.

Não deixem de as seguir nos blogues que assinam: O Bicho dos Livros e Cadeirão Voltaire.
Se forem editores, autores ou ilustradores, continuem a enviar-lhes as vossas obras. Certamente que as irão divulgar onde puderem. Com reflexão, profissionalismo e alma.
(Que raio de país este!)

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Quando ao pó dos livros se junta o bicho...


... o assunto não é limpeza, é literatura. E da boa. Estamos a falar da livraria Pó dos Livros e do blogue O Bicho dos Livros. Juntos imaginaram uma forma de nos ajudar a escolher livros infantis e juvenis. Chamaram-lhe “um livro para...” e entregaram a tarefa a Andreia Brites. (Fizeram bem.)

A primeira sessão, sobre o medo, é já na próxima segunda-feira, às 19h30. Organizem a agenda e inscrevam-se por telefone 21 795 9339 ou por email podoslivros@sapo.pt

Para mais pormenores, sigam-nos.


Sábado, 21 de Janeiro de 2012

A amizade e a música salvam-nos


O Urso e o Gato Selvagem
Texto Kazumi Yumoto
Ilustração Komako Sakai
Tradução António Barrento
Edição Bruaá Editora
48 págs, 14 euros

Um livro delicado e comovente, que conta a história de um urso que perdeu um amigo: um passarinho. Depois de algum sofrimento, há-de reencontrar a amizade junto de um gato selvagem que sabe tocar violino. A solidão, a difícil aceitação da morte, as memórias e a reconciliação com o mundo são tratadas de uma forma tão poética que o leitor (de qualquer idade) se sentirá tocado pela narrativa de Kazumi Yumoto. A beleza e subtileza das ilustrações de Komako Sakai conseguem criar uma atmosfera de paz e serenidade. Só quando o gato toca para o urso, é que este se permite reviver os bons momentos de partilha com o passarinho morto. E até consegue fazer “um ligeiro sorriso”. Depois decide: “Eu já não choro mais. Porque eu e o passarinho havemos de ser amigos para sempre.” Se as palavras salvam, a amizade e a música também.



Sementes à Solta
Texto Fernanda Botelho
Ilustração Sara Simões
Edição Dinalivro
32 págs; 14,45 euros

O Outono estava a chegar e os quatro amigos, Rodrigo, Maria, Carolina e Sara, reencontraram-se na quinta ecológica de um deles. São um grupo de jovens muito especial e que traz histórias das férias de Verão “ligadas à terra”. E, sempre que podem, participam com as suas famílias nas colheitas. Por isso conhecem bem os frutos, reconhecem as plantas e sabem recolher mel. O Rodrigo até quer ser apicultor (ou astrónomo). Um livro assumidamente didáctico e que muito ajudará os adultos (pais e professores) a conhecer (e a dar a conhecer) propriedades importantes de certas plantas. No final, há um guia sobre as espécies que “entram não história” e também algumas receitas com os “ingredientes protagonistas”. Percebe-se que a ilustradora, Sara Simões, tem forte vocação para a ilustração científica e que a autora, Fernanda Botelho, está destinada a ensinar.

Estas foram as nossas escolhas literárias para a página Crianças da edição do Público de hoje. Helena Melo escolheu destacar o que mostramos já a seguir.

Visita ao Zoo Santo Inácio

Panteras das neves, lémures de Madagáscar, lagartos gigantes de Timor, iguanas, tartarugas, pássaros, cobras da Amazónia ou crocodilos podem encontrar-se nesta quinta rodeada de árvores e jardins antigos. Um parque onde existe ainda uma estufa tropical com plantas e pássaros, uma quinta pedagógica e um parque de merendas. Diariamente, há sessões de demonstração de aves de rapina, répteis e da vida selvagem e de alimentação de pinguins. E até final de Janeiro, a entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos (na compra de um bilhete de adulto, o Zoo oferece a entrada a duas crianças).

Vila Nova de Gaia Zoo de Santo Inácio (R. 5 de Outubro, 4503 – Avintes). Tel.: 227878500; 3ª a dom das 10h às 17h (horário de  Inverno, até 31 de Março). Bilhetes a 7 e 9,50 euros (26 para 2 adultos e 2 crianças, gratuito até aos 3)

A página completa vem já.

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Lembram-se da greve dos...


... pontos (aquele livro que foi estreia da Orfeu Negro com assinatura em português)? Agora podem escutar a entrevista que a autora, Catarina sobral, deu a Sandy Gageiro, no seu programa Lilliput, da Antena 2. (Foi no dia 17 de Dezembro de 2011.)

Para saber como nasceu a ideia, conhecer o seu interesse pela língua portuguesa e as técnicas que usou para ilustrar, venham connosco.

(Letra pequena ainda ficou a gostar mais do livro. Tínhamos falado dele aqui.)

Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Elefante em Loja de Porcelanas


Este foi o livro que escolhemos divulgar na página Crianças do Público de hoje. Há uns dias (13 de Dezembro de 2011), assistimos ao seu lançamento, na loja da Vista Alegre, em Lisboa, no Largo do Chiado, com uma divertida apresentação de Nuno Markl. A autora e o ilustrador também lá estiveram. E falaram-nos do elefante elegante que conseguiram criar.

Elefante em Loja de Porcelanas
Texto Adélia Carvalho
Ilustração André da Loba
Edição Tcharan
20 págs., 14 euros

A conhecida expressão escolhida para título desta obra é aqui subvertida, levando o leitor a imaginar um elefante delicado e até “chique”. A autora, Adélia Carvalho, no lançamento em Lisboa, lembrou “como os elefantes protegem as crias sob o seu corpo quando caminham, sem nunca as atropelar”. No entanto, ao escrever, põe as loiças em pânico perante a chegada do imponente animal. “Eu só sei que vai ficar tudo partido, não vai ser nada divertido”, diz a chávena de chá. “Eu, um doce açucareiro, só espero não ser o primeiro.” “E eu, que sou uma linda taça, vou ficar uma desgraça.” Há uma dança feliz entre o texto e as imagens de André da Loba, numa dinâmica que reporta ao cinema de animação. Os leitores são desafiados no final a imaginar (e a desenhar) o que aconteceria “se o elefante não viesse em pezinhos de lã”. As páginas abrem-se em fole, num desdobrável que convida mesmo à pintura. A Vista Alegre associou-se à edição de Elefante em Loja de Porcelanas, que tem também versões em inglês e em espanhol.

Babar, O Pequeno Elefante


A escolha de agenda de Helena Melo para a mesma página também foi para um elefante. (Afinal, sempre há coincidências...)

Um espectáculo que assinala os 80 anos de Babar – um pequeno elefante da floresta que, ao fugir de um caçador, se encontra sozinho na cidade – e a reabertura do “Teatrinho” do Conservatório Nacional como sala de apresentação de espectáculos e concertos mais intimistas. Babar, O Pequeno Elefante é uma adaptação da história do escritor e ilustrador francês Jean de Brunhoff (1899-1937), musicada por Francis Poulenc (1899-1963). Esta versão, com Ruben Santos (interpretação) e Cândido Fernandes (piano), tem encenação de Bruno Cochat. Para todas as idades, sendo que hoje e amanhã as crianças devem pagar o seu bilhete com uma almofada – que será usada durante o espectáculo e oferecida à Escola de Música do Conservatório para futuras apresentações. 

Lisboa Escola de Música do Conservatório Nacional (R. dos Caetanos, 29 – Bairro Alto). Tel.: 213425922; sáb. às 16h; dom. às 11h. Até 29 de Janeiro. Bilhetes a 5 euros.

Mais sugestões já a seguir:

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Têm mesmo de ir...


... até ao Museu da Electricidade. Esta é a capa do catálogo da Ilustrarte 2012.

Enquanto não visitam a exposição (que termina a 8 de Abril), espreitem a galeria (maravilhosa) com fotos de Rita Chantre e algumas ilustrações seleccionadas nesta edição. Sigam-nos.

Aqui fica também a página do Público de ontem a assinalar a inauguração. (Desculpem lá a insistência, mas Letra pequena gosta mesmo disto!)

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Os melhores desenhos para crianças


Foi este o título que demos ao trabalho sobre a Ilustrarte 2012 que saiu na  rubrica Miúdos da Pública do domingo passado (8 de Janeiro). Começava assim:

Chegam de vários países e submetem-se à apreciação de um júri internacional. São originais de ilustrações para crianças e vão estar no Museu da Electricidade, em Lisboa, a partir de quinta-feira. Mas só os melhores. Cinquenta escolhas entre mais de 1500 candidaturas.

(Podem ler/ver o resto do texto na página que se segue ou então espreitar aqui.)

A ilustração no topo desta mensagem é de Simone Rea, uma das menções especiais da V Edição da Bienal de Ilustração para a Infância.
(Podem conhecer melhor a arte do ilustrador, sim, é um ilustrador, nesta morada.)


 É uma maravilha ver tanto talento por m2! (Na mesa em primeiro plano, estão os desenhos do vencedor e das duas menções especiais.)

(Obrigada a José Alex Gandum, fotógrafo da Fundação EDP, pela cedência das fotos.)

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Esclarecimento

Perante o texto que escrevemos a propósito de Quando Eu For... Grande, em que lamentávamos a falta de um “de” na frase final, recebemos um pedido de esclarecimento público da autora, Maria Inês Almeida: “Gostava que os leitores do Público e do seu blogue conhecessem esta minha explicação, para ficarem cientes de que não cometi um atropelo linguístico.”
Aqui está ele:
“Embora eu reconheça que canonicamente a regência do verbo implica a preposição ‘de’, resolvi adoptar na circunstância (e porque se tratava de comunicar para uma audiência infantil) a linguagem mais corrente, um plebeísmo que hoje em dia já é aceite pelos filólogos, o que quer dizer que as duas fórmulas são possíveis e gramaticalmente admissíveis. Posso invocar o que se diz na pág. 521 da 4.ª edição da ‘Nova Gramática do Português Contemporâneo’ de Celso Cunha e Lindley Cintra (Lisboa, Edições João Sá da Costa, Lisboa, 1987): ‘Também não é raro na língua actual o tipo sintáctico esquecer-se que, com eclipse da preposição.’ Citam-se depois na mesma página exemplos de Gilberto Amado (‘Toma esta chave, e não te esqueças que o seu poder é sobrenatural’ — ‘A Chave de Salomão e outros escritos’, Rio de Janeiro, José Olympio, 1963, p. 5), Castro Soromenho (‘Um homem acostuma-se a tudo, sim, a tudo, até a esquecer-se que é um homem...’ — ‘A Chaga’, 2ª ed., Lisboa, Sá da Costa, 1979, p. 66) e Alves Redol (‘Esquece-se que não tenho outra companhia...’ — ‘Barranco de Cegos’, 4ª ed., Lisboa, Europa-América, 1973, p. 296).”

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Quando eu for grande...


 ... vou conseguir ser invisível. Uma das frases do livro que escolhemos para a página Crianças do Público de hoje.


Quando Eu For… Grande
Texto Maria Inês Almeida
Ilustração Sebastião Peixoto
Edição Planeta Júnior
48 págs., 13,95 euros

Quando se é pequeno sonha-se muito com as inúmeras coisas que se poderão fazer quando se for grande. “Então é que vai ser! Posso fazer tudo o que quiser”, talvez seja a expressão de um pensamento de muitos de nós enquanto crescíamos. Neste livro, enumeram-se algumas das possibilidades imaginadas pelas crianças, umas mais poéticas, outras menos, mas todas sem limites: “Descobrir onde está a porta da praia”, “passear sozinho no jardim”, “comer todas as pastilhas elásticas”, “conseguir voar quando fechar os olhos” ou “oferecer-te a maior flor do mundo”. As ilustrações de Sebastião Peixoto representam bem os desejos revelados, explorando o lado onírico numas e um mais objectivo noutras. Olhando para a capa, apetece logo voar. Boa ideia a de desenhar uma pequena árvore nas guardas iniciais do livro e que surgirá “crescida” nas guardas finais, já com frutos e mudanças na paisagem. O livro termina com um desejo importante (mas onde, é pena, falta um “de”): “Quando eu for grande… não quero esquecer-me [de] que fui criança.” Maria Inês Almeida diz ter-se inspirado no seu filho José, de três anos. Bela fonte. Ou seja, grande.

(Conheça outros trabalhos do ilustrador nesta morada.)


O destaque de Helena Melo para a mesma página foi O Lago dos Cisnes


O célebre bailado de Tchaikovsky sobe aos palcos nacionais pela mão do Ballet do Teatro Nacional Russo de Moscovo, numa versão coreografada pelo bailarino Alexei Fadeechev. O Lago dos Cisnes é a história da jovem rainha Odette, que é vítima de um feitiço por parte do terrível bruxo Von Rothbart, que a converte em cisne e unicamente lhe permite adoptar a forma humana durante a noite. O feitiço só acabará quando um homem lhe jurar amor eterno. Mas quando Sigfrido se apaixona por Odette, o malvado bruxo coloca-lhes uma série de obstáculos para impedir o seu amor… Maiores de 4.

Lisboa Teatro Tivoli (Avenida da Liberdade, 182 a 188). Tel.: 213572025/707234234;
hoje às 21h30. Amanhã às 18h. Bilhetes de 32 a 45 euros. Aveiro Teatro Aveirense (R. de Belém Pará). Tel.: 234379800; dia 13 de Janeiro às 21h30. Bilhetes de 25 a 35 euros

Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Palavras de 2011



Cada semana, sua palavra. Uma rubrica da Pública que começou em Fevereiro de 2011 e que reproduzimos por estes dias no Público online, em forma de dicionário cronológico, mas ao contrário: do presente para o passado. Por isso começamos com a palavra “fim”. A única inédita.

A primeira escolha foi “revolta”, a que se seguiria pouco depois “austeridade”, com Março ainda a começar. Em Abril, caímos no “lixo”, passámos pelo “resgate” e acabámos na “troika”. Mas “presidenta”, “madeira”, “buraco”, “soberania” ou “indignação” também entraram no léxico dos portugueses durante o ano que passou. Houve ainda lugar para “bola”, “liga”, “festival”, “escola”, “supernova” ou “moscatel”. Em Novembro, chegou a “greve” e em Dezembro o “património”. Faltou-nos a “emigração”.

Podem “consultar” o dicionário aqui e esperar que durante 2012 algumas destas palavras não se repitam tão insistentemente. Também podemos contribuir com outras (melhores).